Transição Energética

Transição Energética

“O desempenho energético tem um impacto muito importante na competitividade da economia, razão pela qual é essencial continuar a investir neste setor de forma a, nomeadamente, torná-lo mais competitivo e sustentável.

O desígnio central da política energética deve assim ser a redução dos custos energéticos, aproximando-os das médias europeias, para as empresas e consumidores domésticos, nomeadamente através da promoção da eficiência energética, do combate à dependência externa, da diversificação das fontes primárias e da continuação da redução das "rendas excessivas" dos seus principais operadores.
Todas estas medidas devem ser fortemente apoiadas pelo desenvolvimento tecnológico e a inovação.”
Lei nº 7-B/2016 de 31-03-2016
ANEXO - GRANDES OPÇÕES DO PLANO PARA 2016-2019
27 - Liderar a transição energética

Portugal possui um potencial energético endógeno que permite a rápida emergência de prossumidores energéticos, isto é, agentes que são simultaneamente produtores e consumidores no sistema energético.

A multiplicação destes agentes permite acelerar uma transição energética, alavancada nos recursos energéticos renováveis e limpos e onde as tecnologias de produção, eficiência e monitorização terão um papel fundamental na transformação de hábitos e comportamentos, para uma melhor gestão energética.

A transição energética actual visa alcançar sistemas mais descentralizados, assentes em recursos renováveis e diversificados para um mix energético mais sustentável. Pela produção mais descentralizada, e por isso mais local, é também promovida uma maior independência energética, menos suscetível a flutuações externas no custo de energia não renovável, um contributo claro à competitividade das actividades.

As PME e a Transição Energética

As PME representam 99,9% das empresas não financeiras em Portugal (dados INE 2016), pelo que globalmente representam um peso significativo no balanço energético do país. Esse peso traduz-se também numa importante capacidade de contribuir para a transição energética.

Ao posicionarem-se como agentes de referência nos novos sistemas energéticos, as vantagens traduzem-se em poupanças e aumento de competitividade por melhorias na eficiência energética, mas também pelo desenvolvimento de novos produtos e serviços energéticos que permitirão a criação de novos mercados ou a expansão do mercado em que se inserem.

Aliando a inovação e desenvolvimento nas PME aos mecanismos de redução do risco no investimento energético, as PME poderão alcançar benefícios significativos por liderarem a transição energética.

Links de Interesse

Roteiro para a Neutralidade Carbónica

Infográfico sobre drivers para a mudança energética (Climate KIC)

Agência europeia para a transição energética (EASME)

Relatório global 2018 da REN21 Global Renewable Energy Policy Network